sábado, 26 de julho de 2014

O JOGO SIMBÓLICO




O jogo simbólico é a representação corporal do imaginário, e apesar de nele predominar a fantasia, a atividade psicomotora exercida acaba por prender a criança à realidade. Na sua imaginação ela pode modificar sua vontade, usando o "faz de conta", mas quando expressa corporalmente as atividades, ela precisa respeitar a realidade concreta e as relações do mundo real. Por essa via, quando a criança estiver mais velha, é possível estimular a diminuição da atividade centrada em si própria, para que ela vá adquirindo uma socialização crescente. As características dos jogos simbólicos são:

- liberdade de regras (menos as criadas pela criança);
- desenvolvimento da imaginação e da fantasia;
- ausência de objetivo explícito ou consciente para a criança;
- lógica própria com a realidade;
- assimilação da realidade ao "eu".

No jogo simbólico a criança sofre modificações, a medida que vai progredindo em seu desenvolvimento rumo à intuição e à operação. E finalmente, numa tendência imitativa, a criança busca coerência com a realidade. Na pré-escola , o raciocínio lógico ainda não é suficiente para que ela dê explicações coerentes a respeito de certas coisas. O poder de fantasiar ainda prepondera sobre o poder de explicar. Então, pelo jogo simbólico, a criança exercita não só sua capacidade de pensar ou seja representar simbolicamente suas ações, mas também, suas habilidades motoras, já salta, corre, gira, transporta, rola, empurra, etc. Assim é que se transforma em pai/mãe para seus bonecos ou diz que uma cadeira é um trem. Didaticamente devemos explorar com muita ênfase as imitações sem modelo, as dramatizações, os desenhos e pinturas, o faz de conta, a linguagem, e muito ,mais, permitir que realizem os jogos simbólicos, sozinhas e com outras crianças, tão importantes para seu desenvolvimento cognitivo e para o equilíbrio emocional.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012



PSICOMOTRICIDADE

A PSICOMOTRICIDADE NA ESCOLA

"A Psicomotricidade contribui de maneira expressiva para a formação e estruturação do esquema corporal e tem como objetivo principal incentivar a prática do movimento em todas as etapas da vida de uma criança. Por meio das atividades, as crianças, além de se divertirem, criam, interpretam e se relacionam com o mundo em que vivem. Por isso, cada vez mais os educadores recomendam que os jogos e as brincadeiras ocupem um lugar de destaque no programa escolar desde a Educação Infantil.
A Psicomotricidade nada mais é que se relacionar através da ação, como um meio de tomada de consciência que une o ser corpo, o ser mente, o ser espírito, o ser natureza e o ser sociedade. A Psicomotricidade está associada à afetividade e à personalidade, porque o indivíduo utiliza seu corpo para demonstrar o que sente.
Vitor da Fonseca (1988) comenta que a "PSICOMOTRICIDADE" é atualmente concebida como a integração superior da motricidade, produto de uma relação inteligível entre a criança e o meio.
Na Educação Infantil, a criança busca experiências em seu próprio corpo, formando conceitos e organizando o esquema corporal. A abordagem da Psicomotricidade irá permitir a compreensão da forma como a criança toma consciência do seu corpo e das possibilidades de se expressar por meio desse corpo, localizando-se no tempo e no espaço. O movimento humano é construído em função de um objetivo. A partir de uma intenção como expressividade íntima, o movimento transforma-se em comportamento significante. É necessário que toda criança passe por todas as etapas em seu desenvolvimento.
O trabalho da educação psicomotora com as crianças deve prever a formação de base indispensável em seu desenvolvimento motor, afetivo e psicológico, dando oportunidade para que por meio de jogos, de atividades lúdicas, se conscientize sobre seu corpo. Através da recreação a criança desenvolve suas aptidões perceptivas como meio de ajustamento do comportamento psicomotor.Para que a criança desenvolva o controle mental de sua expressão motora, a recreação deve realizar atividades considerando seus níveis de maturação biológica. A recreação dirigida proporciona a aprendizagem das crianças em várias atividades esportivas que ajudam na conservação da saúde física, mental e no equilíbrio sócio-afetivo."

terça-feira, 21 de agosto de 2012






Educação e consciência corporal.

O processo educacional é amplo e diversificado, devemos pensar o homem como um universo pronto para ser formado e explorado em todo seu potencial cognitivo, afetivo e psicomotor. O ser humano não deve ser educado simplesmente pensando-se em cumprir metas prioritárias e estatísticas estabelecidas por tecnocratas dos governos.

A educação no Brasil passa por uma crise preocupante, profunda e de difícil solução. Devemos começar a combatê-la a partir da família, onde na verdade começa todo o processo educacional, o primeiro passo é dado pela educação familiar. Os pais precisam tomar consciência e priorizar a educação dos filhos e posteriormente cobrar ,a quem de direito, a qualidade da educação oferecida, principalmente pelo poder público.

Precisamos, com urgência rever os conceitos, os métodos e as técnicas educacionais aplicadas no Brasil, e adaptá-las a realidade da nossa escola atual. O aluno de hoje tem interesses e aspirações que devem ser analisadas na momento de estabelecermos prioridades para o investimentos em projetos educacionais. Tais projetos não devem ser implantados de cima para baixo, assim, acabam se transformando em perda de tempo de dinheiro. A sociedade tem que ser ouvida e opinar.

A educação é antes de mais nada o corpo presente de cada elemento participante do processo educacional, O aluno, o professor, a família e todos os elementos ligados a escola, que devem ser respeitados e ouvidos no momento de se realizarem a mudanças e estabelecerem prioridades para a busca da “educação de qualidade”. A educação só será valorizada quando todos tomarem consciência de sua importância para o crescimento do indivíduo de forma integral, ou seja, o aluno deve ser educado de corpo inteiro. A prioridade é a busca do homem completo, pleno, consciente e participativo, educado em toda a suas potencialidades cognitiva, afetiva e psicomotora.


CARLOS ROSA


AULINHAS DE PSICOMOTRICIDADE, PARA ASSISTIR E COMENTAR.






terça-feira, 19 de junho de 2012















PLANEJAMENTO EM EDUCAÇÃO:
REVISANDO CONCEITOS PARA MUDAR CONCEPÇÕES E PRÁTICAS

Maria Adelia Teixeira Baffi
Petrópolis, 2002.

Pedagoga - PUC-RJ.
Mestre em Educação - UFRJ
Doutoranda em Pedagogia Social - UNED
Profª Titular - FE/UCP


O ato de planejar faz parte da história do ser humano, pois o desejo de transformar sonhos em realidade objetiva é uma preocupação marcante de toda pessoa. Em nosso dia-a-dia, sempre estamos enfrentando situações que necessitam de planejamento, mas nem sempre as nossas atividades diárias são delineadas em etapas concretas da ação, uma vez que já pertencem ao contexto de nossa rotina. Entretanto, para a realização de atividades que não estão inseridas em nosso cotidiano, usamos os processos racionais para alcançar o que desejamos.
As idéias que envolvem o planejamento são amplamente discutidas nos dias atuais, mas um dos complicadores para o exercício da prática de planejar parece ser a compreensão de conceitos e o uso adequado dos mesmos. Assim sendo, o objetivo deste texto é procurar explicitar o significado básico de termos, tais como planejamento, plano, programa, projeto, plano estratégico plano operacional, e outros, visando a dar espaço para que o leitor possa estabelecer as relações entre eles, a partir de experiências pessoais e profissionais. Cabe ressaltar que, neste breve texto, não se pretende abordar todos os níveis de planejamento, mesmo porque, como aponta Gandin (2001, p. 83),

é impossível enumerar todos tipos e níveis de planejamento necessários à atividade humana. Sobretudo porque, sendo a pessoa humana condenada, por sua racionalidade, a realizar algum tipo de planejamento, está sempre ensaiando processos de transformar suas idéias em realidade. Embora não o faça de maneira consciente e eficaz, a pessoa humana possui uma estrutura básica que a leva a divisar o futuro, a analisar a realidade a propor ações e atitudes para transformá-la.










PLANEJAMENTO É

1. Planejamento é processo de busca de equilíbrio entre meios e fins, entre recursos e objetivos, visando ao melhor funcionamento de empresas, instituições, setores de trabalho, organizações grupais e outras atividades humanas. O ato de planejar é sempre processo de reflexão, de tomada de decisão sobre a ação; processo de previsão de necessidades e racionalização de emprego de meios (materiais) e recursos (humanos) disponíveis, visando à concretização de objetivos, em prazos determinados e etapas definidas, a partir dos resultados das avaliações (PADILHA, 2001, p. 30).

2. Planejar, em sentido amplo, é um processo que "visa a dar respostas a um problema, estabelecendo fins e meios que apontem para sua superação, de modo a atingir objetivos antes previstos, pensando e prevendo necessariamente o futuro", mas considerando as condições do presente, as experiências do passado, os aspectos contextuais e os pressupostos filosófico, cultural, econômico e político de quem planeja e com quem se planeja. (idem, 2001, p. 63). Planejar é uma atividade que está dentro da educação, visto que esta tem como características básicas: evitar a improvisação, prever o futuro, estabelecer caminhos que possam nortear mais apropriadamente a execução da ação educativa, prever o acompanhamento e a avaliação da própria ação. Planejar e avaliar andam de mãos dadas.

3. Planejamento Educacional é "processo contínuo que se preocupa com o 'para onde ir' e 'quais as maneiras adequadas para chegar lá', tendo em vista a situação presente e possibilidades futuras, para que o desenvolvimento da educação atenda tanto as necessidades da sociedade, quanto as do indivíduo" (PARRA apud SANT'ANNA et al, 1995, p. 14).
Para Vasconcellos (1995, p. 53), "o planejamento do Sistema de Educação é o de maior abrangência (entre os níveis do planejamento na educação escolar), correspondendo ao planejamento que é feito em nível nacional, estadual e municipal", incorporando as políticas educacionais.

4. Planejamento Curricular é o "processo de tomada de decisões sobre a dinâmica da ação escolar. É previsão sistemática e ordenada de toda a vida escolar do aluno". Portanto, essa modalidade de planejar constitui um instrumento que orienta a ação educativa na escola, pois a preocupação é com a proposta geral das experiências de aprendizagem que a escola deve oferecer ao estudante, através dos diversos componentes curriculares (VASCONCELLOS, 1995, p. 56).

5. Planejamento de Ensino é o processo de decisão sobre atuação concreta dos professores, no cotidiano de seu trabalho pedagógico, envolvendo as ações e situações, em constante interações entre professor e alunos e entre os próprios alunos (PADILHA, 2001, p. 33). Na opinião de Sant'Anna et al (1995, p. 19), esse nível de planejamento trata do "processo de tomada de decisões bem informadas que visem à racionalização das atividades do professor e do aluno, na situação de ensino-aprendizagem".

6. Planejamento Escolar é o planejamento global da escola, envolvendo o processo de reflexão, de decisões sobre a organização, o funcionamento e a proposta pedagógica da instituição. "É um processo de racionalização, organização e coordenação da ação docente, articulando a atividade escolar e a problemática do contexto social" (LIBÂNEO, 1992, p. 221).

domingo, 17 de junho de 2012


PSICOMOTRICIDADE RELACIONAL



A Psicomotricidade Relacional é um método criado pelo eminente educador francês André Lapierre, com fundamentos na teoria de Henry Wallon. Difundido no Brasil desde 1983, tem seu alicerce na comunicação não-verbal, enfatiza os aspectos relacionais, psicofísicos, socioemocionais, cognitivos e afetivos do ser humano. É uma ciência que lida com o ser humano e suas variadas formas de manifestação. É uma práxis que procura dar espaço de liberdade onde a criança aparece inteira: com seu corpo, suas emoções, sua fantasia, sua inteligência em formação. 

A Psicomotricidade Relacional destaca-se como uma ferramenta essencial para a compreensão do ser humano em sua globalidade. Atualmente, é um diferencial na atuação profissional, tornando-se indispensável em vários segmentos, a exemplo de escolas, clínicas, empresas, centros de segurança social, dentre outros. É através do nosso corpo que mostramos nossos desejos, nossas frustrações, nossas necessidades, desde a mais tenra idade. Como nos diz André Lapierre, “A qualidade da vida é a qualidade do ser, e não do ter”. Segundo os grandes educadores, é quando vencemos nossas dificuldades que nos tornamos livres para a aprendizagem e, conseqüentemente, para a vida. Vivemos num momento social, econômico e político muito delicado, em que percebemos e sentimos muito próximos de nós a discriminação, a violência, o descaso com os valores morais e éticos, a falta de limites ou o excesso deles.

A Psicomotricidade Relacional vem ao encontro dos alunos como prevenção, levando-os a alcançar o equilíbrio no seu desenvolvimento...Por meio de trabalhos em grupo em que se privilegia a comunicação não-verbal, a Psicomotricidade Relacional na escola proporciona:
· Despertar para o desejo de aprender.
· Prevenir dificuldades de expressão motora, verbal e gráfica.
· Estimular a criatividade.
· Facilitar a integração social, elevando a capacidade da criança para enfrentar situações novas e criar estratégias positivas em suas relações.
· Estimular para o ajuste positivo da agressividade, inibição, dependência, afetividade, auto-estima, entre outros distúrbios do comportamento.
Em grandes linhas, as crianças são encaminhadas a um trabalho com a Psicomotricidade Relacional por três motivos principais:
Comportamento: excessiva agressividade, inibição, falta de limites, baixa tolerância à frustração, hiperatividade, etc.
Aprendizagem: queda de rendimento, dificuldade de expressão verbal ou gráfica, problemas de orientação espaço-temporal, dificuldades de assimilar novos conteúdos apesar de apresentar um desenvolvimento cognitivo normal, distúrbios de atenção, entre outros.
Socialização: dificuldade de integração no grupo, recusa em participar em atividades grupais, dificuldades de enfrentar situações novas, etc.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

O JOGO SIMBÓLICO




O jogo simbólico é a representação corporal do imaginário, e apesar de nele predominar a fantasia, a atividade psicomotora exercida acaba por prender a criança à realidade. Na sua imaginação ela pode modificar sua vontade, usando o "faz de conta", mas quando expressa corporalmente as atividades, ela precisa respeitar a realidade concreta e as relações do mundo real. Por essa via, quando a criança estiver mais velha, é possível estimular a diminuição da atividade centrada em si própria, para que ela vá adquirindo uma socialização crescente. As características dos jogos simbólicos são:

- liberdade de regras (menos as criadas pela criança);
- desenvolvimento da imaginação e da fantasia;
- ausência de objetivo explícito ou consciente para a criança;
- lógica própria com a realidade;
- assimilação da realidade ao "eu".

No jogo simbólico a criança sofre modificações, a medida que vai progredindo em seu desenvolvimento rumo à intuição e à operação. E finalmente, numa tendência imitativa, a criança busca coerência com a realidade. Na pré-escola , o raciocínio lógico ainda não é suficiente para que ela dê explicações coerentes a respeito de certas coisas. O poder de fantasiar ainda prepondera sobre o poder de explicar. Então, pelo jogo simbólico, a criança exercita não só sua capacidade de pensar ou seja representar simbolicamente suas ações, mas também, suas habilidades motoras, já salta, corre, gira, transporta, rola, empurra, etc. Assim é que se transforma em pai/mãe para seus bonecos ou diz que uma cadeira é um trem. Didaticamente devemos explorar com muita ênfase as imitações sem modelo, as dramatizações, os desenhos e pinturas, o faz de conta, a linguagem, e muito ,mais, permitir que realizem os jogos simbólicos, sozinhas e com outras crianças, tão importantes para seu desenvolvimento cognitivo e para o equilíbrio emocional.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

domingo, 30 de outubro de 2011




A brincadeira é a vida da criança e uma forma gostosa para ela movimentar-se e ser independente. Brincando, a criança desenvolve os sentidos, adquire habilidades para usar as mãos e o corpo, reconhece objetos e suas características, textura, forma tamanho, cor e som. Brincando, a criança entra em contato com o ambiente, relaciona-se com o outro, desenvolve o físico, a mente, a auto-estima, a afetividade, torna-se ativa e curiosa.

Mara Oliveira Campos

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

A RECREAÇÃO



A recreação e seus objetivos no âmbito escolar


"A educação é de suma importância nos primeiros anos de escolaridade. É neste período que a criança forma hábitos, atitudes, valores e esquemas de raciocínio que vão traçar as linhas de sua personalidade. Suas formas de defesa, de adaptação, ajustamento, linguagem e reação frente às dificuldades que se estabelecem é que se fixam padrões de comportamento próprios a cada indivíduo.
  À escola cabe, como instituição responsável pela educação formal, cumprir a função social de possibilitar ao aluno o exercício das relações humanas que não estão ao alcance, pois é no exercício dessas relações que a aprendizagem se realiza.
  Tudo o que for trabalhado com a criança deverá ser realizado de maneira clara e prática, onde o aluno conseguirá assimilar os conhecimentos repassados a ele com objetividade. Pois, para as crianças, ao ingressarem na escola, o conhecimento é um conceito abstrato, então este deve ser construído pelo próprio indivíduo, através do crescimento, construção e acomodação de seus esquemas de raciocínio, resultantes de experiências de sua mente, quando em tentativa de resolver desafios.
No que diz a respeito em relação à recreação no âmbito escolar, Waichman (1997) afirma: “A recreação manifesta-se em instituições, num modelo organizativo [...] que implicam a formulação de objetivos educativos e uma determinada continuidade temporal, tem como critério fundamental de trabalho a busca do desenvolvimento da participação efetiva, consciente e comprometida, mediante organizações autogestoras (autocondicionamento). A recreação utiliza-se do “tempo liberado de” e conduz a geração do “tempo livre para”, pretendendo conceber aprendizagens para não apenas consumir o tempo livre, mas fazer uso positivo e criativo desse tempo.( Waichman,1997, p. 130/131)"

(Prof. Esp. Érica Monteiro)

segunda-feira, 19 de setembro de 2011





A ponta multicor
para colorir de fantasias,
as coisas do  seu mundo.
Perfeitamente apontada,
 aponta para o  futuro?
Não importa,
criança feliz!
Apenas
risca e rabisca,
as coisas do seu sonho,
cria e recria 
os sonhos e  as fantasias.
(para Carla Fernanda)
Carlos Rosa

Distúrbios na Escola



DISTÚRBIOS DE LINGUAGEM, FALA E PSICOMOTOR
DISLEXIA - É uma síndrome caracterizada por um severo distúrbio de aprendizagem queatua diretamente na escrita e na leitura acompanhada, ocasionalmente de distúrbios psicomotores, intelectivos, emocionais, que levam a criança a um baixo rendimento escolar. Tais comprometimentos ocorrem por conta de uma disfunção cerebral mínima.
DISORTOGRAFIA - É um transtorno da escrita caracterizado pelo uso incorreto dos grafemas da língua e da manutenção da individualidade das palavras.
DISGRAFIA - É um distúrbio que se apresenta por dificuldades no controle de movimentos para a escrita. Classificamos disgrafia dentro de distúrbio psicomotor, por sercoordenação de um sistema de movimentos que determinam, comandam e dominam os atos motores, incluindo a escrita.
- algumas causas:
- distúrbios psicomotores;
- dominância manual contrariada;
- problemas emocionais;
- portadores de disfunção cerebral mínima;
- falhas de ordem pedagógica, caracterizadas pelo desconhecimento do movimento da letra;
- falhas na estruturação do esquema corporal.
DISLALIA – É um transtorno da articulação caracterizado por trocas, omissões, distorções, acréscimos e inversões de fonemas. Estas alterações têm caráter contínuo e sistematizado, produzindo-se todas as vezes em que o indivíduo pronuncia o fonema alterado.
DISFEMIA - é o termo pelo qual designamos as interrupções que se processam na fala. É causada pelas dificuldades do indivíduo em coordenar o pensamento com os meios para traduzi-lo.
DISASTRIA – É a alteração da fala devido a transtorno do tônus e do movimento dos músculos da formação, respiração, articulação ressonância , em conseqüência de lesões de zonas do sistema nervoso responsável pelo comando destes mecanismos.
( Fonte: Distúrbios Fonoaudiológicos no Pré-escolar, Carlos Mattos e Regina Barbalho Drummond).

domingo, 29 de maio de 2011











PLANEJAMENTO EM EDUCAÇÃO:
REVISANDO CONCEITOS PARA MUDAR CONCEPÇÕES E PRÁTICAS


Maria Adelia Teixeira Baffi
Petrópolis, 2002.

Pedagoga - PUC-RJ.
Mestre em Educação - UFRJ
Doutoranda em Pedagogia Social - UNED
Profª Titular - FE/UCP


O ato de planejar faz parte da história do ser humano, pois o desejo de transformar sonhos em realidade objetiva é uma preocupação marcante de toda pessoa. Em nosso dia-a-dia, sempre estamos enfrentando situações que necessitam de planejamento, mas nem sempre as nossas atividades diárias são delineadas em etapas concretas da ação, uma vez que já pertencem ao contexto de nossa rotina. Entretanto, para a realização de atividades que não estão inseridas em nosso cotidiano, usamos os processos racionais para alcançar o que desejamos.
As idéias que envolvem o planejamento são amplamente discutidas nos dias atuais, mas um dos complicadores para o exercício da prática de planejar parece ser a compreensão de conceitos e o uso adequado dos mesmos. Assim sendo, o objetivo deste texto é procurar explicitar o significado básico de termos, tais como planejamento, plano, programa, projeto, plano estratégico plano operacional, e outros, visando a dar espaço para que o leitor possa estabelecer as relações entre eles, a partir de experiências pessoais e profissionais. Cabe ressaltar que, neste breve texto, não se pretende abordar todos os níveis de planejamento, mesmo porque, como aponta Gandin (2001, p. 83),


é impossível enumerar todos tipos e níveis de planejamento necessários à atividade humana. Sobretudo porque, sendo a pessoa humana condenada, por sua racionalidade, a realizar algum tipo de planejamento, está sempre ensaiando processos de transformar suas idéias em realidade. Embora não o faça de maneira consciente e eficaz, a pessoa humana possui uma estrutura básica que a leva a divisar o futuro, a analisar a realidade a propor ações e atitudes para transformá-la.






PLANEJAMENTO É


1. Planejamento é processo de busca de equilíbrio entre meios e fins, entre recursos e objetivos, visando ao melhor funcionamento de empresas, instituições, setores de trabalho, organizações grupais e outras atividades humanas. O ato de planejar é sempre processo de reflexão, de tomada de decisão sobre a ação; processo de previsão de necessidades e racionalização de emprego de meios (materiais) e recursos (humanos) disponíveis, visando à concretização de objetivos, em prazos determinados e etapas definidas, a partir dos resultados das avaliações (PADILHA, 2001, p. 30).


2. Planejar, em sentido amplo, é um processo que "visa a dar respostas a um problema, estabelecendo fins e meios que apontem para sua superação, de modo a atingir objetivos antes previstos, pensando e prevendo necessariamente o futuro", mas considerando as condições do presente, as experiências do passado, os aspectos contextuais e os pressupostos filosófico, cultural, econômico e político de quem planeja e com quem se planeja. (idem, 2001, p. 63). Planejar é uma atividade que está dentro da educação, visto que esta tem como características básicas: evitar a improvisação, prever o futuro, estabelecer caminhos que possam nortear mais apropriadamente a execução da ação educativa, prever o acompanhamento e a avaliação da própria ação. Planejar e avaliar andam de mãos dadas.


3. Planejamento Educacional é "processo contínuo que se preocupa com o 'para onde ir' e 'quais as maneiras adequadas para chegar lá', tendo em vista a situação presente e possibilidades futuras, para que o desenvolvimento da educação atenda tanto as necessidades da sociedade, quanto as do indivíduo" (PARRA apud SANT'ANNA et al, 1995, p. 14).
Para Vasconcellos (1995, p. 53), "o planejamento do Sistema de Educação é o de maior abrangência (entre os níveis do planejamento na educação escolar), correspondendo ao planejamento que é feito em nível nacional, estadual e municipal", incorporando as políticas educacionais.


4. Planejamento Curricular é o "processo de tomada de decisões sobre a dinâmica da ação escolar. É previsão sistemática e ordenada de toda a vida escolar do aluno". Portanto, essa modalidade de planejar constitui um instrumento que orienta a ação educativa na escola, pois a preocupação é com a proposta geral das experiências de aprendizagem que a escola deve oferecer ao estudante, através dos diversos componentes curriculares (VASCONCELLOS, 1995, p. 56).


5. Planejamento de Ensino é o processo de decisão sobre atuação concreta dos professores, no cotidiano de seu trabalho pedagógico, envolvendo as ações e situações, em constante interações entre professor e alunos e entre os próprios alunos (PADILHA, 2001, p. 33). Na opinião de Sant'Anna et al (1995, p. 19), esse nível de planejamento trata do "processo de tomada de decisões bem informadas que visem à racionalização das atividades do professor e do aluno, na situação de ensino-aprendizagem".


6. Planejamento Escolar é o planejamento global da escola, envolvendo o processo de reflexão, de decisões sobre a organização, o funcionamento e a proposta pedagógica da instituição. "É um processo de racionalização, organização e coordenação da ação docente, articulando a atividade escolar e a problemática do contexto social" (LIBÂNEO, 1992, p. 221).

7. Planejamento Político-Social tem como preocupação fundamental responder as questões "para quê", "para quem" e também com "o quê". A preocupação central é definir fins, buscar conceber visões globalizantes e de eficácia; serve para situações de crise e em que a proposta é de transformação, em médio prazo e/ou longo prazo. "Tem o plano e o programa como expressão maior" (GANDIN, 1994, p. 55).


8. No Planejamento Operacional, a preocupação é responder as perguntas "o quê", "como" e "com quê", tratando prioritariamente dos meios. Abarca cada aspecto isoladamente e enfatiza a técnica, os instrumentos, centralizando-se na eficiência e na busca da manutenção do funcionamento. Tem sua expressão nos programas e, mais especificamente, nos projetos, sendo sobretudo tarefa de administradores, onde a ênfase é o presente, momento de execução para solucionar problemas (idem.).


PLANO É


1. Plano é um documento utilizado para o registro de decisões do tipo: o que se pensa fazer, como fazer, quando fazer, com que fazer, com quem fazer. Para existir plano é necessária a discussão sobre fins e objetivos, culminando com a definição dos mesmos, pois somente desse modo é que se pode responder as questões indicadas acima.
O plano é a "apresentação sistematizada e justificada das decisões tomadas relativas à ação a realizar" (FERREIRA apud PADILHA, 2001, p. 36). Plano tem a conotação de produto do planejamento.
Plano é um guia e tem a função de orientar a prática, partindo da própria prática e, portanto, não pode ser um documento rígido e absoluto. Ele é a formalização dos diferentes momentos do processo de planejar que, por sua vez, envolve desafios e contradições (FUSARI, op. cit.).


2. Plano Nacional de Educação é "onde se reflete toda a política educacional de um povo, inserido no contexto histórico, que é desenvolvida a longo, médio ou curto prazo" (MEEGOLLA; SANT'ANNA, 1993, p. 48).

3. Plano Escolar é onde são registrados os resultados do planejamento da educação escolar. "É o documento mais global; expressa orientações gerais que sintetizam, de um lado, as ligações do projeto pedagógico da escola com os planos de ensino propriamente ditos" (LIBÂNEO, 1993, p. 225).


4. Plano de Curso é a organização de um conjunto de matérias que vão ser ensinadas e desenvolvidas em uma instituição educacional, durante o período de duração de um curso. Segundo Vasconcellos (1995, p. 117), esse tipo de plano é a "sistematização da proposta geral de trabalho do professor naquela determinada disciplina ou área de estudo, numa dada realidade".


5. Plano de Ensino "é o plano de disciplinas, de unidades e experiências propostas pela escola, professores, alunos ou pela comunidade". Situa-se no nível bem mais específico e concreto em relação aos outros planos, pois define e operacionaliza toda a ação escolar existente no plano curricular da escola. (SANT'ANNA, 1993, p. 49).

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011


Verdades da Profissão de Professor

Ninguém nega o valor da educação e que um bom professor é imprescindível. Mas, ainda que desejem bons professores para seus filhos, poucos pais desejam que seus filhos sejam professores. Isso nos mostra o reconhecimento que o trabalho de educar é duro, difícil e necessário, mas que permitimos que esses profissionais continuem sendo desvalorizados. Apesar de mal remunerados, com baixo prestígio social e responsabilizados pelo fracasso da educação, grande parte resiste e continua apaixonada pelo seu trabalho.

A data é um convite para que todos, pais, alunos, sociedade, repensemos nossos papéis e nossas atitudes, pois com elas demonstramos o compromisso com a educação que queremos. Aos professores, fica o convite para que não descuidem de sua missão de educar, nem desanimem diante dos desafios, nem deixem de educar as pessoas para serem “águias” e não apenas “galinhas”. Pois, se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda.

Paulo Freire

domingo, 7 de novembro de 2010

Gira pião



Gira pião, gira rápido
na palma da mão.
faz feliz o menino querido
e alegra o seu pequeno coração.

Gira pião, roda pião
bambeia, bambeia pião
na palma da minha mão
gira pião, roda pião

Momentos de prazer infinito
vendo o pião a girar, a girar...
Na dança alegre do tempo,
que passa lento, em seu espaço restrito.

Quem dera o tempo parasse,
Ou de um sonho eu não acordasse.
Para tê-lo , pequeno pião,
sempre a girar, sempre a girar.

Carlos Rosa


segunda-feira, 30 de agosto de 2010

O CORPO


O corpo,
é a luz, luz divina nascente.
O Corpo,
é a força, vigor crescente.
O corpo,
é a energia,fluir permanente.
O Corpo,
é o amor,sensualidade latente.
O Corpo,
é a harmonia,maturidade presente.
O corpo,
é a dor, realidade frequente.
O corpo,
é ...
Carlos Rosa

domingo, 30 de maio de 2010

O Equilíbrio

O Equilíbrio


O equilíbrio

O equilíbrio corporal permite que o corpo se mantenha parado de modo estável ou em movimento de maneira harmônica e precisa. Desta maneira, nos sentimos seguros e confortáveis em relação ao nosso corpo no espaço e nos integramos fisicamente e emocionalmente ao ambiente que nos circunda.

Em linhas gerais, o equilíbrio corporal depende, do funcionamento do labirinto e de sua complexa rede de comunicação com os sistemas ocular, proprioceptivo (a sensação que temos do nosso próprio corpo) e com o sistema nervoso central.

O equilíbrio corporal do ser humano depende das informações oriundas da orelha interna (labirinto), da visão e da somatocepção, que são receptores sensoriais periféricos relacionados com a orientação espacial. As informações colhidas são processadas e organizadas no Sistema Nervoso Central (SNC), que também se encarrega de controlar e de planejar o ato motor, para que finalmente as execuções motoras como a marcha e a postura, ocorram corretamente.

Equilíbrio dinâmico é aquele conseguido com o corpo em movimento, determinando sucessivas alterações da base de sustentação. Quando um corpo está em movimento retilíneo uniforme diz-se que está em equilíbrio dinâmico

Equilíbrio estático é a capacidade para assumir e sustentar qualquer posição do contra a força da gravidade.

Para que isto aconteça é necessário que os sistemas nervoso e locomotor esteja em pleno funcionamento, e trabalhando em conjunto, afim de minimizar ao máximo o gasto energético. O Equilíbrio estático é uma das qualidades psicomotoras mais importantes para o desenvolvimento humano já que é ele que proporciona oportunidade de se estar parado, ainda tendo condições de usar as outras qualidades psicomotoras.

Esta capacidade é posta em causa nos doentes que têm alguma patologia relacionada com os elementos do corpo que mantêm a postura.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

O FOLCLORE NA ESCOLA


categorias: Educação Psicomotora



O FOLCLORE

No dia 22 de agosto de 1846, em Londres, foi criado pelo arqueólogo inglês William John Thomas, a expressão, Folk-Lore, escolhendo duas velhas raízes saxônicas: Folk, que significa povo, e Lore, saber, formando assim Folklore, até que a reforma ortográfica no Brasil suprimiu a letra k, substituída no caso, pela letra C, originando a forma Folclore.

Folk - povo
Lore - ciência, sabedoria, estudo da cultura espontânea,expressão do pensar - sentir - agir - reagir dos membros de uma Sociedade.

FOLCLORE NA ESCOLA

Muitas ciências, disciplinas e artes estão intimamente ligadas ao folclore. Assim, na escola de Ensino Fundamental, por exemplo, levando em consideração o aspecto formativo, pode e deve servir como excelente meio de transmissão e conhecimentos, ao mesmo tempo um revelador da cultura do povo. O aproveitamento do folclore, nesta fase do ensino, é das mais válidas contribuições, pela intenção formativa e pelo caráter de nacionalidade que imprime.

No ensino médio, passa o folclore a atuar no aspecto informativo, enfatizando a cultura de modo mais profundo, consequentemente levando o praticante a conclusões conscientes de que toda cultura tem dignidade e um valor especial, na medida em que a sua fecunda variedade e diversidade exercem uma influência recíproca fazendo com que todas as atividades culturais se tornem parte comum da humanidade.

No caso especial do Brasil, notamos a influência de várias culturas, como a européia, a africana, a indígena (primitiva da terra) provando claramente a verdade da afirmativa citada acima, pela aculturação resultante.

Na escola, na faixa etária mais baixa, temos o recurso dos brinquedos cantados com gestos imitativos, facilitando e preparando para as danças que virão mais tarde. Numa faixa etária mais alta antes da apresentação da dança, incentivar a pesquisa para maior conhecimento e desenvoltura na execução prática. As informações recebidas através de maiores vivências nas pesquisas de campo ou mesmo através de livros desenvolverão o gosto pela atividade em si.

ESCOLA - aproveitamento do folclore, na seleção de acordo com os vários níveis de ensino, grande valor didático, auxiliar de várias matérias.

Linguagem
Estudos Sociais
Ciências Naturais
Memória - imaginação
Educação Artística
compreensão - expressão literatura oral
Educação Física
Música e Arte

LITERATURA - escritores aproveitando temas populares , cultura erudita buscando inspiração na cultura espontânea.
Ex: Macunaíma - Mário de Andrade
ESTUDOS SOCIAS - Lendas ligadas a acontecimentos históricos
ARTES PLÁSTICAS - artistas sem ter cursado qualquer escola de arte
arte espontânea - nasce da maneira de pensar, sentir, agir e reagir da sua coletividade
pinturas - projeção ou inspiração de temas folclóricos. Ex. Portinari - Djanira
DANÇAS E FOLGUEDOS
Ainda contribui para:
- desenvolver o gosto pela música
- educar o senso de ritmo
- perpetuar tradições folclóricas

(Projeto Educação Física Escolar - SEE - Prof. Cely Teles de Meneses) - Resumido por Carlos Rosa